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"Viajar no tempo. Viver a história. Sentir o passado. São algumas das emoções que partilham a imaginação de cada um de nós."
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O velho Continente

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» Deutschland

População Alemã (Deutschland) O país tem 84 milhões de habitantes, sendo que a maior cidade, a capital Berlim, possui cerca de 3 milhões. Em comparação com o Brasil, as cidades são pequenas.

Países vizinhos
O país está bem centralizado na Europa e faz fronteira com diversos outros: Dinamarca, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, França, Suíça, Áustria, República Tcheca e Polônia, indo no sentido anti-horário a partir do norte.

Um pouco da história alemã
O início da primeira guerra mundial provocou na Alemanha a união de todos os grupos políticos, incluídos os socialistas, no empreendimento comum da defesa nacional. Após as primeiras vitórias da ofensiva alemã, a partir de 1917, tornou-se evidente a fragilidade econômica e social do país. A entrada dos Estados Unidos na guerra apressou a derrota dos impérios centrais. Em novembro de 1918, o governo alemão pediu o armistício.

República de Weimar e Terceiro Reich. Em 1918, uma sucessão de revoltas operárias precipitou a abdicação de Guilherme II e o estabelecimento do regime republicano. No ano seguinte, proclamou-se a constituição republicana na cidade de Weimar. Pelo Tratado de Versalhes, concluído em junho de 1919, os vencedores da guerra impuseram à Alemanha a perda de diversos territórios na Europa, além das colônias ultramarinas, e obrigaram o governo da nova república a pagar vultosas indenizações. A crise econômica, agravada em 1929, favoreceu a instabilidade política e o fortalecimento dos grupos extremistas, especialmente o dos nacional-socialistas (nazistas), que denunciavam os acordos de Versalhes como uma "punhalada nas costas" da nação por parte do governo social-democrata. Adolf Hitler, líder do partido nazista, chegou ao poder em 1933 e desencadeou uma política ditatorial empenhada na reconstrução econômica, na perseguição aos judeus e na repressão a todos os grupos de oposição. A ocupação da Polônia, em 1939, deu início à segunda guerra mundial.

Entre 1939 e 1941, a Alemanha, aliada à Itália e ao Japão, ocupou grande parte da Europa, inclusive a França. A declaração de guerra à União Soviética, com a qual a Alemanha havia firmado em 1939 um pacto de não-agressão, determinou a dispersão das tropas e o enfraquecimento do exército alemão (Wehrmacht), pois persistia a luta na frente ocidental, contra o Reino Unido. A situação se agravou com a entrada dos Estados Unidos na guerra e os bombardeios aliados em território alemão. Em maio de 1945, a Alemanha se rendeu incondicionalmente. Os acordos de Yalta e Potsdam fixaram as fronteiras da Alemanha entre o Reno, no oeste, e o Oder-Neisse, no leste, e determinaram a ocupação de seu território pelas potências vencedoras (Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética). A União Soviética apropriou-se do norte da Prússia oriental, enquanto a Polônia anexava, entre outras, as regiões da Silésia e de Danzig, atual Gdansk. O bloqueio de Berlim pelas autoridades soviéticas, entre junho de 1948 e maio de 1949, constituiu o apogeu da guerra fria entre o bloco ocidental e o socialista, cuja conseqüência imediata foi o estabelecimento das duas repúblicas alemãs: a República Federal da Alemanha (RFA), na parte ocupada pelos Estados Unidos, o Reino Unido e a França, e a República Democrática Alemã (RDA), na parte soviética.

No início de 1945, as tropas soviéticas entraram no setor oriental da Alemanha. Após a queda do governo nazista, a União Soviética criou uma administração militar encarregada de receber o pagamento das indenizações de guerra e iniciar a construção de um estado socialista na Alemanha oriental. Durante um congresso realizado em março de 1948 pelo Partido Socialista Unificado da Alemanha (comunista), estabeleceu-se o Volksrat (conselho do povo), que elaborou a constituição da República Democrática Alemã, aprovada em 1949. Em outubro de 1950, o novo estado foi admitido no Comecon (Conselho de Assistência Mútua), integrado pela União Soviética e por seus aliados europeus. O governo de Walter Ulbricht e Otto Grotewohl empreendeu um programa econômico baseado na planificação, reformulado depois das insurreições populares de 1953. Para fortalecer os limites entre seus territórios e o da Alemanha ocidental, a RDA postou um cordão policial ao longo de toda a fronteira. Dessa forma, Berlim se tornou o ponto de fuga mais vulnerável para as pessoas inconformadas com o regime socialista. A fim de evitar a evasão de dissidentes, a Volkskammer (câmara do povo) decidiu em 1958 bloquear a saída para Berlim ocidental com uma cerca de arame que em 1961 foi substituída por um muro de concreto (o muro de Berlim).

Durante a década de 1960, teve início a recuperação econômica do país, que começava a receber o reconhecimento internacional de sua soberania. Em outubro de 1971, a RDA solicitou o ingresso na Organização das Nações Unidas, alegando que sua admissão poderia ajudar a resolver os problemas enfrentados pelas duas Alemanhas. No mesmo ano, Erich Honecker assumiu o cargo de primeiro-secretário do partido governante e em 1972 os dois estados firmaram um tratado de reconhecimento mútuo. Em 1973, as duas Alemanhas entraram para as Nações Unidas e em 1974 trocaram embaixadores. Em 1989, protestos populares e a crescente fuga de pessoas para o lado ocidental causaram a queda de Honecker. Egon Krenz assumiu os cargos de secretário-geral do partido e de presidente da república, mas renunciou em dezembro e um político não comunista, Manfred Gerlach, do Partido Liberal Democrático, assumiu a presidência.

Em 18 de fevereiro de 1990, realizaram-se as primeiras eleições livres na história da RDA, vencidas pelos conservadores. Lothar de Maiziere, democrata-cristão, encabeçou um governo de coalizão e acelerou as negociações pela reunificação da Alemanha, as quais se iniciaram em julho. Em 3 de outubro de 1990, a RDA deixou de existir para integrar, com a República Federal da Alemanha, um único país.

É difícil tem uma visão de conjunto de Berlim; quarenta anos de “divisão” a transformarem em “duas metades”, e a queda do Muro tornou ainda mais clara uma realidade urbana sem precedentes. Percebe-se agora que duas cidades haviam crescido ignorando-se mutualmente. De um lado surgiu a capital comunista; de outro lado, uma cidade que constituía o símbolo ideológico e comercial do Ocidente.

Durante décadas, um dos principais fatores de crescimento da população alemã ocidental foi a imigração proveniente da Alemanha Oriental (mais de 2,5 milhões de “fugitivos” entre 1945 e 1961) e dos países europeus economicamente menos desenvolvidos. Hoje, o aumento demográfico natural do país já está abaixo do nível chamado “crescimento zero” (-1%), isto é, o número de mortes supera anualmente o de nascimento. Os trabalhadores estrangeiros, ou Gastarbeiter (trabalhadores-hóspedes), dirigiram-se para os centros manufatureiros e industriais na bacia do Ruhr e nas grandes cidades como Frankfurt, Munique e Stuttgart. Atualmente, vivem e trabalham na Alemanha 6 milhões de estrangeiros, dos quais mais de um terço é constituído de turcos (2 milhões), um sexto de iugoslavos e cerca de 50 000 de italianos.

Como toda a região centro-européia, a Alemanha tem clima de transição entre o atlântico (temperaturas suaves, chuvas abundantes e regulares) e o continental (temperaturas baixas no inverno e menos umidade), este último próprio da Europa oriental. O caráter temperado do clima se observa numa amplitude térmica relativamente limitada: a temperatura média oscila entre 20C em julho e 0C em janeiro. Contudo, a continentalidade se manifesta na queda gradual das temperaturas médias em direção ao leste e também no sul, no planalto bávaro, onde os invernos são rigorosos.

Cultura
O país apresenta opções de teatro, cinema, museus, shows diversificados e populares, com tarifas acessíveis, além das festas folclóricas, dos mercados de Natal (Weihnachtsmarkt) e da a festa da cerveja no sul, em Munique: a Oktoberfest ! Esse festa também é comemorada aqui no sul do Brasil, por causa que há muitos descententes.

Os museus apresentam temas interessantíssimos, devido à bagagem histórica deste país do Velho Mundo: da cerveja (tradição), da mineração (antiga mina, desativada há poucos anos), de artes variadas, de fazenda (uma fazenda real mostrando as atividades de tear, criação, moinhos, chucrute), do vinho, do chocolate, do cinema, da técnica (máquinas industriais), do trem, dentre outros.

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