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» Deutscher Dogge
O gigante Dogue Alemão (deutscher Dogge) é um dos cães de guarda com maior número de nascimentos registrados no Brasil. No ano 2000 foram cerca de 3,5 mil cães, quase o dobro do que na Alemanha, país de origem da raça. A fama do Dogue Alemão no Brasil só perde mesmo para a popularidade da raça nos Estados Unidos, onde são registrados em média onze mil filhotes por ano.
Entre as várias características que movimentam a criação do Dogue Alemão, a grande variedade de cores e de marcações desempenha um papel importante. Incluem desde o arlequim, com suas manchas pretas exibidas sobre fundo branco, chamada por alguns de "malhado", até os tigrados com listras pretas sobre um fundo dourado, os azuis (cinza azulado), os pretos e os dourados.
A origem dessas cores diversas, poucas pessoas sabem explicar. Essas cores citadas são as únicas aceitas oficialmente. Já o dourado e o tigrado eram preferidos nas caçadas a javalis pelo colorido mais claro, que facilitava a visualização por parte dos caçadores no meio da vegetação da floresta. O arlequim, por sua vez, acompanhava e protegia carruagens: além de elegante, as cores chamativas daqueles enormes guardiões podiam ser vistas de longe, a qualquer hora do dia ou da noite, intimidando com maior eficiência os assaltantes.
As pessoas se preocupam em manter a tradição, preservando essas variedades para que não nasçam cães com cores diferentes.
Há um clube alemão, o Deutsch Doggen Club (DDC), autor do padrão do Dogue Alemão adotado internacionalmente pela Federação Cinológica Internacional (FCI) que passou a orientar de forma oficial, desde o início do ano passado, a não cruzar arlequins entre si. Pior é que os descendentes podem nascer cegos e surdos. Embora nem todos os filhotes sejam prejudicados, é bastante prudente seguir a nova orientação alemã, para evitar o nascimento de cães com problemas.
A recomendação formal ainda não foi adotada por outros importantes clubes da raça no mundo, como o The Great Dane Club, da Inglaterra, e o Great Dane Club of America, dos Estados Unidos, nem tampouco pelos clubes brasileiros especializados. Sabe-se que o aparecimento desses problemas é causado por um gene carregado por todos os arlequins, conhecido como "merle".
Adicionar ou não cálcio à alimentação? De modo geral não se aconselha ninguém a dar cálcio sem um cuidadoso acompanhamento veterinário. Basta uma boa ração.
Outro ponto que deve ser observado pelos proprietários para evitar doenças é exercitar o Dogue adequadamente. Apesar do tamanho, ele não é dos mais ativos. Se não tiver áreas grandes para se exercitar por conta própria, precisa de caminhadas diárias de, no mínimo, meia hora. A vida muito sedentária é causa importante de obesidade e de problemas no coração. Banhos podem ser quinzenais. As escovações, quanto mais freqüentes, deixam o pêlo mais bonito e brilhante e tiram a sujeira superficial, nos intervalos entre os banhos. Mesmo tendo pêlo bastante curto, o Dogue adora ser massageado. Os ouvidos devem ser limpos com chumaços de algodão.
A cirurgia estética feita nas orelhas nos primeiros meses de vida está proibida em diversos países da Europa, mas no Brasil, não há impedimentos para o corte de orelhas.
O Dogue Alemão de orelhas inteiras, pendentes, nem sempre é reconhecido de imediato pelas pessoas.
SER DOGUE ALEMÃO É...
- Ser grande sem perder a elegância
- Impor respeito mesmo sem ameaçar
- Não latir nem ser agressivo à toa
- Sentir ciúmes e um amor incondicional pelo dono
- Receber bem os amigos da casa, mas ser reservado com estranhos
- Demonstrar carinho expansivamente
- Adorar crianças
- Conviver bem com outros animais, quando acostumado desde filhote
- Proteger os mais fracos
Gostar de vida ao ar livre, noites frias e banhos de sol, mas ser capaz de morar num apartamento.
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