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Meu nome é João Bezerra, fui a primeira vez a europa em 1990, comecei minha viagem em Portugal, eu estava na cidade de Lisboa a 18 dias e um amigo brasileiro, paraibano de Mamanguape PB, convidou-me para assistir a Copa do Mundo de Futebol na Itália.
Eu não queria ir pois eu estava treinando no Montijo, um time de futebol portuquês, mas depois de muita insitência e de tomarmos umas cervejas,vinhos e etc. resolvi ir: peguei algumas roupas, comprei uma passagem de trem para Turin, na Itália, onde o Brasil estreava contra a seleção da Suécia ( um detalhe eu nem o meu amigo falava espanhol nem inglês), só que entramos no trem mais que embriagados e esquecemos que tinhamos que cruzar a fronteira da França, em Nice, e estavamos sem visto da França. Foi um caso inusitado, a policia de fronteira nos deixou passar, chegamos em Turin na hora do jogo, sem ingressos, hotel:
Deixamos a bagagem no guarda volume da estação e fomos para o estádio, compramos os ingressos de um cambista, eu fui para um lado ele para o outro e marcamos para nos encontrar na estação. Terminou o jogo, fiquei no trio eletrico da Perdigão que o Netinho estava tocando e só fui encontrar meu amigo no outro dia dormindo na estação. No primeiro dia foi legal a dormida, o piso da estação muito limpo e policiais rondando a noite toda em carrinhos elétricos cuidando de nós e acordando ás sete da manhã, aí eu falei com meu amigo quem precisa de hotel? dormida de graça e vigiada onde nós vamos encontrar deste preço? Mas alegria de pobre dura pouco, no outro dia a palicia já acordou ás seis da manhã e no terceiro dia acordou de quatro e fechou nosso hotel.
Resolvemos conhecer a Europa, como estávamos sem hotel, decidimos os lugares em função da quantidade de horas que o trem levaria para chegar na outra cidade ou país. Dormiamos no trem e acordavamos na estação programada , faziamos a toalete, guardava a bagagem, e iamos fazer turismo. Mas nessa de fazer a tolete, um ia e outro ficava cuidando da bagagem, eu já tinha visto todo tipos de toneiras, torneiras de celulas, de torcer, de empurrar, mas na estação de Brindise, na Itália , eu encontrei uma que deu muito trabalho, encostava e nada de água,prensava e nada de água, torcia e nada de água, já fazia uma meia hora e nada de água, entrou uma pessoa e com um pé apertou um botão aí a água veio, fiz minha toalete, sai e o Ivan foi, eu demorei um bom tempo, imagine a cara do Ivan quando saiu e olhou para mim, puto da vida e morrendo de ri, pois entendeu a minha demora e não queria dar o braço a torcer para mostrar que era mais esperto.
De: João Bezerra Filho
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